terça-feira, 26 de junho de 2012

Última tartaruga gigante morre em Galápagos


Lonesome George (George, o Solitário, em tradução livre) tinha estimados cem anos - sua subespécie, a Chelonoidis nigra abingdoni, pode chegar a viver 200. Uma autópsia será realizada para determinar a causa da morte.

Sem ter tido crias e na falta de um outro indivíduo conhecido de sua subespécie, Lonesome George ficou conhecido como a criatura mais rara do mundo. Ao longo de décadas, ambientalistas tentaram, sem sucesso, fazer com que a tartaruga de Galápagos se reproduzisse com fêmeas das ilhas. Autoridades do Parque Nacional da Ilha Pinta disseram que Lonesome George foi encontrado morto em sua cerca por Fausto Llerena, o homem que cuidava dele havia 40 anos.

Símbolo de Galápagos

Lonesome George foi identificado na Ilha de Pinta pela primeira vez em 1972, por um cientista húngaro. Na época, acreditava-se que sua subespécie já havia sido extinta. A tartaruga, então, tornou-se parte de um programa de procriação no Parque Nacional de Galápagos. Depois de 15 anos em que ele viveu ao lado de uma tartaruga fêmea vinda de um vulcão próximo, Lonesome George acasalou, mas os ovos não eram férteis. Ele também compartilhou seu espaço com tartarugas fêmeas da Ilha de Espanhola, mas, novamente, foi incapaz de procriar.

Lonesome George se tornou um símbolo das Ilhas Galápagos, que atraem 180 mil visitantes por ano.

Extinção

Autoridades do parque de Galápagos afirmam que, com a morte de Lonesome George, a subespécie de tartarugas Pinta se torna extinta. O corpo da tartaruga provavelmente será embalsamado, para ser lembrado por gerações futuras. As tartarugas eram abundantes nas Ilhas Galápagos até o final do século 19, quando começaram a ser caçadas por pescadores e marinheiros, atraídos pela carne do animal. Aí começou seu processo de extinção. As diferenças na aparência das tartarugas das diferentes ilhas de Galápagos foram um dos elementos usados por Charles Darwin para formular sua Teoria da Evolução. Cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas.


George não reproduziu a espécie por falta de uma tartaruga fêmea de sua subespécie.
Apesar da tentativa com outras tartarugas, não houve sucesso.

Fontes: O Tempo, BBC

Fabrícia P. L. de Abreu
Bióloga e Professora de Ciências e Biologia

terça-feira, 29 de maio de 2012

Moradores de Sabará aprendem a combater a dengue por meio da gastronomia sustentável



Em parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Nestlé e a empresa Vale cerca de 30 pessoas da cidade de Sabará participaram de uma oficina, de Gastronomia sustentável, na última sexta-feira, 25/05, que muito além de ensinar às pessoas a prepararem pratos saborosos, mostrou, na prática, como eliminar o mosquito da dengue.

A atividade reuniu na cozinha escola da Nestlé, no mercado central de Belo Horizonte, professoras e donas de casa que aprenderam com a Chefe de Cozinha Marina Nicolai e com a artesã, Vanessa Viana, como reutilizar as embalagens dos alimentos na produção das receitas em objetos que podem ser utilizados no dia-a-dia.

Proprietária de um restaurante na região de Sabará, Débora Borges Barbosa, afirmou que a oficina foi muito interessante e produtiva. “Creio que o segredo tanto da produção de uma receita, quanto de um artesanato e até mesmo da mobilização social é visualizar, é ver como as outras pessoas estão fazendo e isto tudo foi ensinado muito bem durante algumas horas”.

Para a professora de ciências e biologia Fabrícia Pereira Limeira, a junção do tema gastronomia e sustentabilidade é motivador, até mesmo para ser trabalhado em sala de aula. "Evitar possíveis focos de dengue transformando embalagens em porta-lápis ou porta retratos, demonstra uma preocupação com o futuro do meio ambiente e da nossa saúde".

Gastronomia Sustentável

As oficinas de Gastronomia Sustentável realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde tem como objetivo adequar corretamente os resíduos produzidos na cozinha, como cascas de ovos, latas de alumínio, embalagens plásticas e de papel para não se tornarem criadouros do mosquito transmissor da dengue e, assim, promover a preservação do meio ambiente aliado aos cuidados contínuos de combate à doença.

Autor: Alessandra Maximiano

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Tartarugas raras são 'tatuadas' para evitar tráfico


          Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora. Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro.   As tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais. "A venda destes animais é absolutamente proibida. 
          Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano", diz Richard Lewis, diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, que acaba de completar 25 anos.   
          O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem. As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais. Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária. "Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado", explica Lewis.   
          "Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores ilegais." Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento.
          "Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado", explica Lewis

Veja as fotos de Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
As tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
A venda destes animais é absolutamente proibida. Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano, diz o diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, Richard Lewis  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado, explica Lewis  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil

Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores ilegais.  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Se não conseguirmos controlar o tráfico, o animal vai se extinguir na natureza, diz o ambientalista  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Biólogo...


Biólogo não cheira, estimula os bulbos olfativos.

Biólogo não toca, recebe estímulos tácteis.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagens neurotransmitidas involuntariamente.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feedbacks.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meiose.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não beija, permuta microorganismos.
Biólogo não transa, copula.
      Esse é o símbolo da Biologia que significa o óvulo estilizado, sendo fecundado, determina o princípio da vida. O óvulo tem o formato do planeta Terra e também lembra folhas, sugerindo a importância do verde.

Dia do Biólogo - 3 de Setembro