segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Tartarugas raras são 'tatuadas' para evitar tráfico


          Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora. Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro.   As tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais. "A venda destes animais é absolutamente proibida. 
          Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano", diz Richard Lewis, diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, que acaba de completar 25 anos.   
          O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem. As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais. Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária. "Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado", explica Lewis.   
          "Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores ilegais." Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento.
          "Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado", explica Lewis

Veja as fotos de Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
As tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
A venda destes animais é absolutamente proibida. Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano, diz o diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, Richard Lewis  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado, explica Lewis  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil

Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores ilegais.  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil
Se não conseguirmos controlar o tráfico, o animal vai se extinguir na natureza, diz o ambientalista  Foto: Durrell Conservation Trust/BBC Brasil

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